segunda-feira, 27 de maio de 2013

Doenças Digestivas: Um Novo Enfoque para Úlceras, Indigestões e Azias


Doenças Digestivas: Um Novo Enfoque para Úlceras, Indigestões e Azias


Sempre que o indivíduo perde espaço bucal, a língua se pressuriza e entra em disfunção. A língua dentro da boca funciona como uma verdadeira válvula de oxigenação e de equilíbrio do funcionamento fisiológico dos vários sistemas biológicos, como o sistema respiratório, circulatório e digestivo. Ninguém pode viver sem a língua. Pode-se apenas remover uma pequena parte dela, mas esta parte jamais poderá ultrapassar vinte porcento, sob pena do indivíduo perecer. Noventa porcento de quase todas as mazelas humanas têm algum início etiológico na boca.

Um processo sensitivo proprioceptivo é um processo biofisiológico que nos proporciona a tomada de consciência de tudo o que se passa em nós e à nossa volta e que nos dá a possibilidade de defesa, de ataque e de vida.

Quando qualquer alimento é introduzido em nossa boca, no exato momento em que ele entra em contato com as papilas sensoriais da língua, são disparadas informações nervosas e bioquímicas pelo nosso corpo: todo o sistema toma conhecimento dos elementos químicos, de sua quantidade e qualidade dentro da boca. Uma imensa rede de informações nervosas é disparada e imediatamente se forma um tipo especial de saliva para aquele momento em particular, com a finalidade de dissolver e retirar os elementos químicos realmente necessários para a manutenção do corpo.

Engolimos saliva numa média de 1.400 vezes por dia. Às vezes até mais que isso. Se esta saliva estiver alterada, muito ácida ou demais alcalina, com desequilíbrio em seu pH, ela vai alterar e desorganizar o suco gástrico, provocando perturbações digestivas que podem resultar em indigestões, gastrites e úlceras. É, portanto, vital o equilíbrio do pH da nossa saliva. Sua função é preparar o alimento para a correta digestão ao nível do estômago e dos intestinos, separando certos elementos químico-energéticos contidos no bolo alimentar, para serem aproveitados pelo organismo segundo as solicitações de cada sistema orgânico, de cada órgão e de cada célula.

A saliva sofre solicitações de toda ordem em sua composição química, dependendo das necessidades biofísica-psicossocial e até comportamental do indivíduo. Para cada momento de tempo e de espaço, existe um tipo especial de saliva. Até os nossos tensionamentos mais sutis podem ser detectados pela saliva. Tente cuspir quando você estiver nervoso ou assustado. A saliva, nesta situação, some e a boca fica seca.

Pois bem: sabemos que todo o ato proprioceptivo forma um tipo de saliva especial para aquele momento. Assim, vai depender desta propriocepção, a nível da língua, o equilíbrio básico do pH de nosso aparelho digestivo e os sucos gástricos em elaboração. Ora, se a saliva se encontra alterada é óbvio que também vamos ter sérias alterações em nossos sucos gástricos, daí a razão das úlceras gástricas, duodenais, azias e indigestões.

A importância do sistema proprioceptivo da língua pode ser testada por qualquer um: experimente tomar um copo de coca-cola ou de cerveja em goles pequenos e bochechar umas vinte ou trinta vezes cada gole, antes de engolir. No segundo ou terceiro gole perde-se toda a vontade de beber. Quando o sistema proprioceptivo está alerta, nós só comemos aquilo que realmente precisamos e na quantidade justa e exata para suprir as necessidades do organismo. As pessoas costumam empanturrar-se de comida ou de bebida quando ludibriam o sistema proprioceptivo: engolem tudo muito rápido, não permitem a intimização dos alimentos com a saliva e com os receptores sensoriais da língua.

Quando não damos tempo para a propriocepção digestiva bucal, passamos não só a comer mais do que o necessário, como comemos também aquilo que não precisamos. A biocibernética bucal descobriu que a compressão da língua, por falta de espaço bucal, gera não só a perda proprioceptiva desse órgão, como também gera o tensionamento dos ductos salivares. Prensados, estes condutos terão seus diâmetros diminuídos ou interrompidos, impedindo a sua saída correta, adequada e no tempo certo dos sucos que vão compor a saliva. A quebra deste equilíbrio altera a saliva, desorganiza a bioquímica do corpo e o pH bucal.

Como visto, a causa dos desequilíbrios sistêmicos, na maioria das vezes, é uma alteração morfofisiológica do contexto bucal, uma diminuição de suas formas. Nesta situação, há falta de espaço fisiológico para a língua. Quando se faz as correções biocibernéticas bucais, aumentando os espaços, as primeiras melhoras que os pacientes apresentam são relacionadas ao sistema digestivo. Indigestões, azias e gastrites desaparecem completamente em questão de dias. Já em trinta, sessenta e noventa dias, regridem totalmente até as úlceras gástricas e duodenais mais renitentes. No livro citado, comenta-se que até uma úlcera duodenal amplamente caracterizada através dos sintomas doloridos e confirmada por radiografias regrediram e desapareceram, quando sua origem foi caracterizada por um desequilíbrio do pH salivar, em razão de uma postura bucal não correta.

[continua]

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Programa do gugu Nutricionista conta quais são os maiores mitos sobre ALIMENTAÇÃO

http://www.youtube.com/watch?v=beb6oWiOcYw
10.069

Boca e Saúde - 1

 http://saudeperfeitarfs.blogspot.com.br/search?q=boca

Boca e Saúde - 1

Fonte: Newton Nogueira de Sá, A Cura pelos Dentes. Biocibernética Bucal: uma revolução na saúde, 3a Edição, Editora Ícone, 1990.
A boca humana possui quatro dimensões geométricas: altura, largura (lateralidade), profundidade e uma quarta dimensão que é o vazio (ôco), que é o espaço onde a línguatrabalha. Se este espaço ôco for muito pequeno (devido à má formação genética), insuficiente para acomodar confortavelmente a língua, está será obrigada a deslocar-se parcialmente em direção à garganta. Isto irá acarretar uma certa obstrução na orofaringe (parte posterior da língua), perturbando a passagem desimpedida do ar das narinas para os pulmões. Esta perturbação no sistema respiratório irá também ter reflexo prejudicial nosistema circulatório do sangue (portanto, cardíaco) e no sistema digestivo. Todos os problemas fisiológicos (doenças, enfermidades, distúrbios e desconfortos orgânicos) estão relacionados com esses três sistemas do nosso corpo: respiratório, circulatório e digestivo. O conjunto de técnicas odontológicas que procuram ampliar o espaço bucal para minimizar ou, mesmo, curar todos esses problemas fisiológicos humanos é chamado de Biocibernética Bucal, área da ciência iniciada por dentistas-pesquisadores brasileiros.

A língua na boca funciona como uma verdadeira válvula de oxigenação, representando para o nosso sistema respiratório papel semelhante ao do coração no sistema circulatório. Portanto, o problema causado pelo espaço insuficiente para a língua na boca pode acarretar sérias conseqüências para todo o equilíbrio fisiológico do corpo humano, já que o ar é o elemento mais importante em termos de aporte energético para a manutenção da vida no nosso corpo (não podemos passar muitos minutos sem ele, caso contrário morremos). Portanto, uma quarta dimensão bucal atrofiada gera inevitavelmente uma quebra no equilíbrio biológico, com os seus efeitos atingindo os vários sistemas fisiológicos que lhe são associados. A compreensão correta deste conceito permite gerar uma nova abordagem para a bronquite asmática, a epilepsia, bem como entender a causa básica de toda sorte de moléstias de origem respiratória, circulatória e digestiva.

Bronquites: A Causa e a Cura está no Espaço Vazio da Boca

A bronquite crônica ou asmática não foi ainda debelada pelos tratamentos clássicos ortodoxos porque ela vem sendo tratada em seus efeitos colaterais e finais, e não em seus efeitos causais. Um dado fundamental: todo o paciente brônquico, sem exceção, sofre de uma perda muito grande de espaço bucal, isto é, todos eles têm sua quarta dimensão profundamente reduzida. Desta forma, nesses indivíduos a língua se vê gravemente comprimida em seu espaço funcional. Sem espaço fisiológico suficiente para se alojar, a língua é projetada para trás, tombando a epiglote sobre a laringe e comprimindo a glote. Assim, o canal de entrada e de saída do ar dos pulmões fica sempre muito bloqueado, como uma mangueira semi-obstruída por um poderoso garrote.

É aí que reside a origem, a causa e o tratamento correto de todas as formas de bronquites. Os brônquios pulmonares são como árvores que se iniciam na traquéia, vão até os pequenos bronquíolos que terminam nos alvéolos. É ali que se processa a troca de oxigênio com gás carbônico da corrente sangüínea, via células do sangue chamadas de hemácias.

A bronquite - que pode ser aguda ou crônica - é uma irritação ou inflamação dos bronquíolos. As bronquites agudas são geralmente benignas e de curta duração, não apresentando maiores complicações. Já as bronquites crônicas apresentam maiores perigos e são, pelos conceitos clássicos, de difícil solução.

A árvore brônquica produz, em condições normais, uma média de 100 centímetros cúbicos de muco por dia. Esse muco é uma substância viscosa constituída por uma combinação de proteínas e hidratos de carbono, sendo uma de suas funções o aquecimento do ar inalado e, também, funcionar como filtro para as bactérias e demais partículas nocivas ao bom funcionamento pulmonar. Com a atrofia da quarta dimensão bucal, com a redução do vazio da boca e o tensionamento da língua sobre a epiglote e glote, todo o sistema entra em desarmonia.

Como todo ser humano necessita de uma certa e definida quantidade de ar - num determinado espaço de tempo - para sua sobrevivência, o organismo do indivíduo aciona um mecanismo de compensação quando sente diminuído o fluxo de ar que entra em seus pulmões: faz isso acelerando a velocidade do fluxo respiratório, alterando sua freqüência. Em um indivíduo brônquico, a freqüência respiratória completa (inspiração+expiração) atinge 15, 20, 25, 30 ou até mais vezes por minuto, enquanto que num indivíduo adulto normal, em estado de repouso, esta freqüência fica na faixa de 10 a 12 vezes por minuto.

Aqui começa o problema: a passagem excessivamente rápida do ar pelas mucosas que revestem a orofaringe e os brônquios provoca uma evaporação mais rápida do muco ali existente e o organismo assim desequilibrado adota medidas compensatória: o organismo passa a produzir mais muco para evitar lesões (devido ao maior ressecamento e resfriamento nas mucosas) e manter a integridade das mucosas.

O muco formado na orofaringe é facilmente eliminado através da deglutição e dos escarros; já o muco formado nos brônquios não tem como ser removido facilmente e, sob efeito da gravidade, esse muco tende a descer e se alojar nas partes mais interiores dos pulmões. Isso diminui a passagem do ar, principalmente a nível dos alvéolos. Com essa diminuição da passagem do ar, o fluxo respiratório torna-se ainda mais acelerado e o organismo tende novamente a aumentar a produção do muco protetor, criando um ciclo vicioso de desequilíbrio.

Em casos extremos, o organismo não consegue produzir muco protetor suficiente e a árvore brônquica passa a sofrer ressecamento intenso, que provoca fissuras e rachaduras que podem extravasar o plasma sangüíneo e criar um meio de cultura ideal para a formação de colônias de germes.

O tratamento biocibernético consiste na introdução de aparelhos endobucais para obter a postura correta dos maxilares, língua e dentes que levem a uma conformação postural benéfica de toda a estrutura corporal. Raramente o tratamento da bronquite ultrapassa 60 ou 90 dias.

[continua]

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Relacionamento dos dentes e orgãos





Life Center Osteopática
Relação entre oclusão dentária e desalinhamento da Atlas e da postura
www.centrosteopaticovida.com
Descobrimos que o realinhamento da Atlas é capaz de influenciar positivamente a qualquer posição da mandíbula incorreta, permitindo uma melhora da má oclusão. Desconforto como neuralgia trigeminal ou síndrome da ATM (articulação temporomandibular) podem piorar devido ao posicionamento incorreto do Atlas.

Muitas pessoas relataram que eles observaram mudanças no alinhamento do maxilar após tratamento Atlas: se a mandíbula é apenas ligeiramente desviado, corrigindo o Atlas, o problema poderia ser resolvido espontaneamente.

Em certos casos, após correcção do paciente Atlas reacquires postura perfeitamente simétrica. Em outros casos, no entanto, a posição é corrigido apenas parcialmente. Por isso nos perguntamos o que essa diferença pode ser devido a reação.

Após a observação cuidadosa foi possível concluir que, em indivíduos cuja postura é corrigida apenas parcialmente, a mandíbula também estava passando por uma grande desalinhamento (má oclusão).

Em casos extremos de oclusão, apenas Atlas correcção não é possível conseguir a dissolução completa do problema e, portanto, é necessário agir directamente sobre o maxilar e, mais concretamente, sobre os dentes, que são responsáveis ​​pela posição incorreta dos mesmos.
Teste para verificar o desalinhamento maxilar (oclusão)
Verificar a presença de uma má oclusão é muito simples, basta olhar no espelho com a boca fechada e descontraído com os dentes, ou, melhor ainda, tirar uma foto do rosto e, em seguida, observar com cuidado.

Como eu podia ver na imagem abaixo, as linhas de referência para permitir a considerar mandíbula em relação ao crânio.

Se a mandíbula é alinhado e está na posição ideal, então a linha do olho é perfeitamente paralela à linha dos lábios (L = R da imagem) e do centro do queixo é na linha mediana rosto.

Se houver um desvio nesta situação ideal, significa que existe uma oclusão.

Como faço para corrigir más oclusões?
Modificando apenas os dentes se obtém o alinhamento inicial da mandíbula e oclusão assim correcta. Com outros tipos de tratamento realizado no músculo no maxilar é obtido apenas um efeito temporário!

Existem várias possibilidades para modificar a altura ea área de contacto dos dentes. É aconselhável conversar com um dentista competente que conhece a relação entre postura e oclusão. O que conta no final é o resultado: a mandíbula devem estar alinhados! Muitas vezes vemos pessoas com má oclusão significativa convencido de ter resolvido o problema só porque você tem um aparelho dental (mordida)! Se o teste descrito acima indica que a mandíbula é desalinhada, então isso significa que existe oclusão independentemente do que disse o dentista!

É absolutamente necessário para resolver a má oclusão, é uma questão essencial para que nós envelhecemos, a manutenção da saúde!

Outro ponto importante a se curar e continuar a manter uma boa saúde é o seguinte: devemos evitarabsolutamente metais na boca! Amálgama, ouro, titânio e outras ligas, metal, independentemente do que está envolvido (incluindo implantes) não deve encontrar lugar na boca! A experiência tem mostrado que nenhum metal na boca, a longo prazo, é prejudicial para a saúde de muitos pacientes.
Como é possível que a mandíbula influenciar a posição?
"Suspenso" sob a mandíbula é osso hióide, o qual está ligado não só ao maxilar, mas também a parte posterior do crânio na região do Atlas. O osso hióide é o único osso do corpo, sem ligações diretas com outros ossos, este é osso praticamente independente.

O osso hióide no corpo comporta-se como o nível de espírito Mason: Realiza a regulação da postura estática. O hióide é o ponto crucial de ligação das cadeias musculares de postura dependente. Na parte superior, o osso hióide está ligada à mandíbula, um espaço de mandíbula corresponde a uma corrediça de deslizamento do osso hióide, que por sua vez altera as cadeias de regulação de tensão do músculo da postura estática do corpo.

A sequência é a seguinte: os dentes determinar a posição do maxilar, mandíbula determina a posição do osso hióide e regula a posição do corpo.

Contraturas musculares criadas pelo desalinhamento do Atlas ea posição incorreta da mandíbula, são fatores que determinam as tensões assimétricas no osso hióide e conseqüente dano na postura, como a pelve ou do ombro inclinado maior do que o outro.

Isso explica por que a correção da pelve realizado por quiropraxistas e osteopatas não dura no tempo: o problema básico é a fonte! Até que corrija o Atlas, e, se necessário também a mandíbula, pelve sempre assumir uma posição assimétrica! Prova disso é que a correção do Atlas e da mandíbula, pelve é realinhados por si só e, mais importante, permanece alinhado!

A prática tem demonstrado que a teoria ortopédico já ultrapassada, em que o desalinhamento da pelve tem origem no pé ou na perna problema maior do que o outro, na maioria dos casos não é correto.

Intervir na vida adulta
Na idade adulta, por causa de cáries, posições incorrectas das extracções de dentes, a abrasão devido à noite (bruxismo), a superfície dos dentes, isto é, as cúspides modificado e, portanto, também altera a oclusão na determinação Uma vez que o agravamento da situação.

ANTES intervir nos dentes é necessário estudar exatamente a oclusão e postura para ser claro sobre exatamente o resultado a ser obtido. Sem um risco estudo preliminar piorar ainda mais uma situação já precária, bem como gastar dinheiro desnecessariamente.




domingo, 5 de maio de 2013

Respiração Bucal

http://www.youtube.com/watch?v=WLJFsIqOlF0&feature=player_embedded


Disfunção Temporo-Mandibular

Wilson Aragão Martins


Especialista em Disfunção Temporo Mandibular e
Ortopedia Funcional dos Maxilares.
Autor do livro ORTOPEDIA DOS MAXILARES
Autor da técnica REGULADOR DE FUNÇÃO ARAGÃO.




Respiração Bucal


A causa primordial da respiração bucal é a falta do registro no Sistema Nervoso Central (SNC) da respiração pelo nariz no primeiro ano de vida extra-uterina, isto é, o recém-nascido passa a respirar pela boca já no primeiro ano de vida. Mas o quadro descrito acima não é o habitual, pois a criança respira pelo nariz quando amamenta no seio materno, o que é o correto e deve ser feito no mínimo durante um ano.

Durante a respiração nasal, quando é feita a inspiração, o ar que vai para os pulmões através das fossas nasais é acrescido do líquido lacrimal, que deságua do ducto naso-lacrimal na altura dos cornetos inferiores. Este líquido lacrimal, que contém mais de 94 elementos químicos, é levado aos pulmões e é importante nas diversas trocas metabólicas intra-pulmonares, desde a pressão intra-alveolar, quanto na produção de elementos auto-imunizantes que proporcionam ao indivíduo maior resistência à elementos alergênicos.

Quando o indivíduo respira pela boca, não consegue mastigar bilateralmente, alternando os lados da arcada dentária, porque ao movimentar o bolo alimentar de um lado para o outro, o mesmo pode ser aspirado para a traquéia causando engasgos e tosse para expelir o alimento. Então para conseguir respirar pela boca, ele só mastiga unilateralmente.

Com esta mastigação unilateral os músculos da mastigação, os músculos supra e infra-hioideus (do pescoço), da cintura escapular (cíngulo escapular) e os da nuca ficam hipertrofiados e encurtados. Esta situação ocasiona uma elevação do ombro do mesmo lado da mastigação e com esta elevação do ombro todas as fáscias musculares deste mesmo lado elevam o tronco e a cintura pélvica da pessoa. Esta elevação do tronco de um lado (mastigação) faz com que todas as vísceras deste lado sejam estiradas para cima. Simultaneamente do lado oposto, da não mastigação, todas as vísceras sofrerão uma compressão. Nas pernas desta pessoa quando ela estiver de pé o peso do corpo se posicionará todo do lado da não mastigação.

Dá para imaginar a pessoa depois de muitos anos de mastigação unilateral. A seguir comentarei algumas patologias decorrentes da respiração bucal com mastigação unilateral.


No trato respiratório


Como o respirador bucal não usa o nariz para respirar, o líquido lacrimal escorre pelas fossas nasais irritando a mucosa causando rinite. A falta da expiração nasal do ar causa sinusites, otites, mastoidites, por acúmulo de secreção nos seios paranasais sem limpeza e a conseqüente entrada de bactérias num ambiente com secreção e aquecido, condições ideais de se estabelecer uma infecção.

Como o ar é aspirado pela boca não é umidificado, não é filtrado e nem tem a temperatura equalizada, os brônquios e bronquíolos ficam irritados, inflamados, proporcionando o início de bronquites e asma brônquica. Como os pulmões não inflam totalmente na respiração bucal, pois a posição da cabeça adiantada não permite que as costelas sejam levantadas para que os pulmões ao se elevarem ao se encherem totalmente, com isso as áreas periféricas dos pulmões não são usadas e pode ocorrer nestas áreas uma pneumonia. Com a musculatura encurtada do lado da mastigação e o conseqüente estiramento das fáscias musculares elevando todas as vísceras deste lado, a área do mediastino fica diminuída e comprimida provocando 'dores torácicas atípicas'. 

Com a respiração bucal, ao dormir a língua tem uma ptose (queda) e com essa queda faz toques indesejados na área da oro-faringe (inervadas pelos nervo Glossofaríngeo e nervo Vago) e com isso ocasionando reflexos de deglutição (engulir), quando não era para tê-los e esses reflexos indesejados aumentam o tempo de parada respiratória normal, ocasionando uma apnéia do sono, que se não tratada pode evoluir para óbito.

Com a respiração bucal a oxigenação cerebral se torna deficiente e com isso todo o cérebro se ressente. E a qualidade e quantidade dos neurotransmissores cerebrais se tornam inadequadas, como aqueles que formam a Melatonina, indutor do sono. Com a Melatonina prejudicada a pessoa passa a ter insônia. 

Com relação à cognição e comportamento a criança respiradora bucal é inquieta e tem de estar em constante agitação na tentativa de buscar mais oxigênio. Então elas são dispersivas e agitadas, mas quando são obrigadas a ficar parada ficam sonolentas e não conseguem apreender o sentido das aulas na escola. Muitas vezes essas crianças são rotuladas como portadores de DDA (Déficit de Atenção) e são medicadas desnecessariamente. 


Região da oro-naso-faringe


Na área da oro-naso-faringe existem um número enorme de estruturas do sistema linfóide, para a proteção da entrada das vias aéreas superiores. Quando o ar é aspirado pela boca e vem sujo, seco e sem ter a temperatura equalizada, os tecidos linfóides destas áreas reagem ao estímulo agressor aumentando o seu volume, principalmente as Tonsilas palatinas (Amídalas) e as Tonsilas faringeanas (Adenóides) que quase chegam a obliterar estes espaços, provocando as conhecidas Amidalites e Hipertrofia de Adenóides.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Açucar Branco - O que mais precisamos saber?

http://www.drmarciobontempo.com.br/artigo17.html
   Em termos de história, relativamente recente, o homem aprendeu a obter açúcar bruto (mascavo e amarelo), e somente nas últimas décadas os países desenvolvidos começaram a produzir enormes quantidades (dez mil toneladas) de açúcar branco refinado, contendo 99,75 por cento de sacarose, tornando-o um reagente químico. Lado a lado com esta depuração houve um aumento no consumo de açúcar branco atingindo, nos países altamente desenvolvidos, 100/140 g diárias por pessoa.
   Tornou-se tão letal, que o nutricionista britânico Dr. A. Yudtkrin batizou seu livro sobre o problema de açúcar “Puro, Branco e Mortal” enquanto o Dr. Hall, cientista canadense, intitulou seu capítulo sobre açúcar, “O Vilão – Açúcar Refinado”.